Comunidade ribeirinha da ilha Xingu, Barcarena- PA, vive em área onde será construído o porto privado de exportação de grãos da Cargill. A empresa produz e comercializa internacionalmente produtos e serviços alimentícios, agrícolas, financeiros e industriais.
A comunidade tem os modos de vida pautados em práticas de uso e aproveitamento dos recursos naturais,
como a pesca tradicional. O líder comunitário, Sr. Romildo de Assunção, contou que "a comunidade vive do puro extrativismo com algumas adaptações, mas
que nunca desmatou área, nunca contaminou a área só usando e usufruindo dos
bens que a natureza dá. Peixe, camarão, marisco, açaí, a caça e tem tantas
gerações que estão ainda vivendo isso e nunca foi preciso a Cargill vir e dar
emprego pra ninguém e a gente viveu isso porque nunca poluímos nada de ninguém.
Vivemos dentro da lógica da sustentabilidade". A partir dos relatos, a
comunidade se mostrou organizada e fortalecida no sentido de não concordar com
a implantação do porto na região, "aqui na comunidade 95% são pescadores e
um estudo da Cargill diz que não existe pescador aqui dentro. Já pensou uma
coisa dessa? (....) Colocou esse porto aqui acabou a sobrevivência da
comunidade. Acaba, mata todo mundo porque não estamos acostumados a viver na
cidade" denuncia o ribeirinho Dilmaycon Freitas.
Texto originalmente publicado no dia 09 Agosto 2018



Nenhum comentário:
Postar um comentário
Contexto Amazônico agradece sua contribuição e opinião!!